Crianças / Adultos

 

 

 

 

 

                                                       Luis Moniz

 

 

                   - Crianças “excepcionais” ...

                   - Adultos “limitados”...

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O “insucesso” das crianças devia ser visto como o fracasso dos adultos. Mas, à semelhança do que se passa em geral na sociedade, sempre foi mais fácil culpar os “pequenos” e poupar os “grandes”.

 

Nos países mais evoluídos, há trabalhos de casa e horas de escola a menos e sucesso a mais.
Alguma coisa é urgente mudar em Portugal, porque temos serviço a mais e sucesso a menos.
 

Neste sentido, e, não querendo que se prendem muito tempo com assuntos importantes, resumidamente, apresento algumas ideias, pertinentes, relativamente ao “choque de mentalidades”. 

Assim, concretamente, diria que uma criança muita activa, enérgica e progressista deve ser entendida como um Ser dinâmico, criador  e muito avançado para a sua idade.

Então, não é uma criança difícil, - é um Ser excepcional!

 

Sendo super inteligente, qualquer criança original é excêntrica, detesta a mentira, a instabilidade emocional dos adultos e os jogos “rafeiros” dos mais velhos que tentam passar um atestado de ignorância á sua mente extraordinária, evoluída, intuitiva e “insubmissa”.

 

São “Seres” que não aceitam a autoridade sem explicação nem alternativa.

Ficam impacientes com tudo o que não exija um pensamento criativo.  Ainda, têm coragem para  manifestar sem timidez as suas necessidades.

 

Conclui, deixando registado que menos inteligentes são os adultos quando não sabem diariamente dar às crianças o que esperem delas, – ou seja, – flexibilidade, adaptabilidade e compreensão.

 

Aliás, relativamente às crianças mais precoces, talentosas e “iluminadas”, muita gente adulta continua à espera que sejam os mais novos a terem de saber lidar com os mais velhos, quando a obrigação é precisamente ao contrário, por conseguinte, devem ser os mais antigos e experientes a terem de saber lidar e compreender as crianças acabadas de chegar a esta vida.

 

Evidentemente, é necessário estar educado para poder educar e, certamente, o exemplo é a ”ferramenta” mais pedagógica, eficiente e credível.

 

Acreditem, se não compreenderem como as coisas funcionam a dificuldade em lidar com elas será obviamente maior. 

 

                                                 Aquele abraço

                                                      Luís Moniz